Cruzei 312 vagas internacionais com faixa salarial e 8.041 salários do mercado local. O resultado é a tabela que eu queria ter tido antes de toda negociação.
Essa tabela é a que eu queria ter tido em 2013, quando cruzei a primeira fronteira sem número nenhum na mão.
A tese central, a fronteira paga mais que a senioridade, é verdadeira, e vou puxá-la um passo adiante, porque cruzei essa escada algumas vezes e ela cobra numa moeda que não aparece no gráfico. O degrau 2 e o 3 vêm com custos que a coluna de salário não mede: você é o sotaque na call, o fuso que te tira do café informal onde a decisão real acontece, o profissional que era referência e volta a ser o recém-chegado provando tudo de novo.
Nada disso torna a travessia ruim, eu faria de novo. Mas o salário é o prêmio bruto, não o líquido. Quem só olha o número do topo negocia bem a proposta e chega despreparado para a parte que não estava na planilha. O melhor complemento dessa tabela talvez seja uma segunda: o que cada degrau cobra, e não só o que paga.
Até que na parte de cobrança, eu sinto que não tem muita diferença entre as empresas tech top brasileiras (como Nubank) e empresas gringas como Brex/Google.
A parte mais difícil é a concorrência maior e por vezes o processo que pode ser mais demorado. Além da parte que pega muita gente: a comunicação em alto nível em outra língua.
Essa tabela é a que eu queria ter tido em 2013, quando cruzei a primeira fronteira sem número nenhum na mão.
A tese central, a fronteira paga mais que a senioridade, é verdadeira, e vou puxá-la um passo adiante, porque cruzei essa escada algumas vezes e ela cobra numa moeda que não aparece no gráfico. O degrau 2 e o 3 vêm com custos que a coluna de salário não mede: você é o sotaque na call, o fuso que te tira do café informal onde a decisão real acontece, o profissional que era referência e volta a ser o recém-chegado provando tudo de novo.
Nada disso torna a travessia ruim, eu faria de novo. Mas o salário é o prêmio bruto, não o líquido. Quem só olha o número do topo negocia bem a proposta e chega despreparado para a parte que não estava na planilha. O melhor complemento dessa tabela talvez seja uma segunda: o que cada degrau cobra, e não só o que paga.
Até que na parte de cobrança, eu sinto que não tem muita diferença entre as empresas tech top brasileiras (como Nubank) e empresas gringas como Brex/Google.
A parte mais difícil é a concorrência maior e por vezes o processo que pode ser mais demorado. Além da parte que pega muita gente: a comunicação em alto nível em outra língua.
Que artigo sensacional, Lucas! Muito obrigado por ter dedicado o seu tempo para isso.
fico feliz que gostou Tiago! 🙌